Nesse trabalho, meu grupo ficou com os fotógrafos Wilson Baptista, Man Ray e Shinichi Maruyama. Escolhemos as duas fotografias que mais gostamos de cada, que estão a seguir (com justificativas):
WILSON BAPTISTA

Sombra (Parque Municipal), 1936
Escolhemos essa pelo uso estético do contraste entre luz e sombra, que faz parecer que há “outro homem” caminhando pelo mesmo percurso, mas em um plano invertido.


Praça Sete de Setembro, 1939/Praça Sete de Setembro hoje (autor desconhecido)
Já essa foto foi escolhida por mostrar a praça vista de cima, e é interessante observar as mudanças ao longo dos anos e como na época de Wilson a fotografia passava uma impressão totalmente diferente. Hoje, é um registro nostálgico do passado e evidência da modernização.
MAN RAY
Rayograph ("The Kiss"), 1922
Rayograma é um técnica fotográfica que não utiliza câmeras; nela, os objetos são colocados diretamente em um papel fotossensível e depois expostos à luz. Para criar esta imagem em particular, Man Ray transferiu a silhueta de um par de mãos para o papel fotográfico e, em seguida, repetiu o procedimento com um par de cabeças.
Nós escolhemos essa imagem por possuir uma composição interessante e por ter chamado atenção ao causar dúvida em relação a como foi feita. Pessoalmente, o que eu mais gostei é como parece um beijo em um sonho, meio embaçado e distante.
Le Violon d'Ingres, 1924
A fotografia mostra Kiki de Montparnasse, cantora, pintora, modelo e amante de Man Ray, sentada de costas com o desenho de aberturas acústicas de violino na região do afinamento da cintura. Esses símbolos foram adicionados a uma primeira fotografia, com lápis e nanquim, e, depois, fotografou-se o todo, dando origem ao resultado final.
SHINICHI MARUYAMA
Nude #12, 2021
Escolhida devido a sua beleza e peculiaridade, a imagem capturada pelo artista destaca o corpo humano e seu movimento, que nesta fotografia foi criado pela bailarina de saltos brancos em um poste de pole dance (como nota-se após uma observação mais minuciosa). O artista, para conseguir a imagem final, combina 10.000 fotos da dança, juntando momentos individuais ininterruptos.
Milford Sound
A fotografia apresenta um arco íris traçando uma faixa na cachoeira, destacando seus formatos, caminhos e as perturbações feitas pela água ao cair. Nela e em outras de suas obras, ele usa o fenômeno da refração e difração de luz (neste caso a luz do sol) para que as formas e cores surjam entre as gotículas de água. Para Shinichi, um corpo de cor que aparece quando é acrescentado luminosidade a uma gota de água lembra algo como uma escultura feita de luz, por isso esse trabalho é chamado Light Sculpture Taki, traduzida como escultura de luz na cascata.
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